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Historia do Simca Chambord ( Parte I )

SIMCA - Sigla da Société Industrielle de Mécanique et Carrosserie Automobile, fábrica de automóveis francesa fundada em Nanterre, em 1935 pelo empresário italiano Enrico Pigozzi.
Dos 204 000 veículos produzidos na França e 1936, 3,6% (7 300 exemplares) tinham a marca Simca.
O primeiro modelo da empresa, o Simca 5, réplica quase idêntica da Fiat 500 Topolino, tinha motor dianteiro de quatro cilindros em linha de 569 cc, válvulas laterais e potência de 13 cv (velocidade de 85 km/h) e custava apenas 9 900 francos.
Em 1937 Pigozzi lançou um novo modelo, baseado na Fiat 508 C/1 100, denominado Simca 8 com propulsor de quatro cilindros em linha de 1 098 cc e potência de 32 cv (1 10 km/h).
A produção do Simca 5 atingiu o máximo (14 194 exemplares) em 1938, ano em que a produção total do Simca triplicou. O Simca 8 alcançaria seu recorde de produção após a II Guerra Mundial.
Ao fim de seus primeiros cinco anos de atividade (início de 1940) a Simca já tinha produzido quase 70 000 veículos e desfrutava de boa situação financeira.
Com a tomada da França pelos alemães, em junho de 1940, a atividade da empresa diminuiu mas não sofreu paralisação total.
Terminado o conflito, a fábrica de Nanterre recomeçou a funcionar regularmente já em 1946 (nesse ano construiu quase 8 000 exemplares dos dois modelos de antes da guerra).
Nessa época Pigozzi elaborou os primeiros projetos de veículos Simca originais, mas a colaboração com a Fiat prosseguiu até 1949, época em que a firma lançou Simca 6, versão francesa da Fiat Topolino C.
Paralelamente, continuava em constante aumento o ritmo de produção do Simca 8 (26 258 exemplares em 1950), em cinco versões: berlina, cupê, perua, furgão e camioneta.
Em relação ao modelo original italiano, o Simca sofreu nessa época aumento de cilindrada e potência (passou a 1 200 cc e 40 cv), e em 1950 a Simca lançou também uma versão esporte desse modelo, com potência de 52 cv.
Em 1951 estava pronto o primeiro Simca inteiramente francês, que deu início à completa autonomia da fábrica de Nanterre também no setor de projetos.
Batizado de Simca 9, o novo veículo tinha motor de quatro cilindros de 1 221 cc e carroçaria autoportante, de quatro portas, caracterizada por linhas modernas e elegantes.
O Simca 9 recebeu ainda outra denominação, com a qual se tornaria amplamente conhecido: Aronde, forma arcaica e poética de hirondelle ("andorinha").
Com seu propulsor de 45 cv, o Aronde atingia 130 em marcha suave e segura.
O êxito imediato do novo modelo traduziu-se no extraordinário aumento de seu ritmo de produção, que rapidamente chegou a 100 000 unidades anuais (115 646 em 1955).
Veloz, confortável e seguro, o Aronde revelou-se também muito robusto eficiente: em 1953 um exemplar de série, sem preparação alguma, rodou durante quarenta dias quarenta noites consecutivas na pista de Montlhéry, perfazendo um total de 100 000 km percorridos a uma média superior a 100 km/h .
No ano seguinte outro Aronde rodou 100 000 km num percurso que incluía diversas ruas de Paris sem apresentar qualquer defeito mecânico.
O extraordinário êxito do Aronde levou a fábrica a suspender a produção dos outros modelos e concentrar todo o seu potencial, a partir de 1952, na construção do novo veículo.
Pigozzi, que adquirira em 1951 as instalações da fábrica de caminhões Unic e as da fábrica de tratores Semeca, comprou em 1954 a grande fábrica da Ford France em Poissy, onde se construíam dois modelos de características americanas, o Vedette e o Comète, ambos com motores V-8 de 2,2 e 2,3 litros.
Pigozzi manteve em produção apenas o Vedette, que de 1955 a 1961 foi comercializado com a marca Simca ao lado do Aronde.
A produção deste continuava em índices excelentes (em 1957 a fábrica de Nanterre produziu o 500 000.1 exemplar),e a do Vedette, embora aumentada consideravelmente em relação à média mantida anteriormente pela Ford France, permaneceu em níveis mais modestos.
A fabricação do Vedette atingiu seu índice mais elevado em 1956 (44 836 unidades) e a seguir caiu acentuadamente, levando a Simca a abandonar o modelo em 1961.
As versões Chambord e Presidence, contudo, continuaram a ser construídas sob licença pela Simca do Brasil até 1967 (mas com motor de válvulas na cabeça, ao invés do propulsor original Ford de válvulas laterais) e comercializadas no mercado brasileiro.
A cilindrada do Aronde aumentou, em 1956, para 1 300 cc (48 cv), e a Simca o apresentou também em versões preparadas (modelo Montlhéry, de 57 cv), cupê e cabriolé.
Em 1958 a Chrysler adquiriu 15% das ações da Simca, e em 1961 todos os quatro cilindros - inclusive a nova versão de 1 100 cc destinada exclusivamente ao mercado interno - receberam novo virabrequim com cinco mancais.
O Aronde continuou em produção até 1964, quando se chegou aos 1 425 329 exemplares.
Em fins de 1961 a empresa lançou o 1 000, pequeno quatro portas com motor traseiro de quatro cilindros.
Econômico, confortável, de desempenho excelente para sua classe, o 1 000 atingiu a marca de mais de 160 000 exemplares vendidos já em 1962.
A ele seguiram-se em 1963 as novas berlinas 1 300 e 1 500 cc, veículos médios destinados a substituir o Aronde, do qual conservaram o motor dianteiro de quatro cilindros, a tração traseira e a robustez.
Ainda em 1963 a Chysler tomou-se acionista majoritária (tinha então 64% das ações).
A linha Simca sofreu novas modificações em 1967 com a apresentação do 1 100, moderno sedã de tração dianteira, motor transversal e espaçosa carroçeria de quatro portas com traseira fastback.
Em 1968 ele já ocupava o primeiro lugar na produção da empresa, seguido de perto pelo 1 000 que tinha chegado ao 1 000 000 exemplar em 1966 - e pelo 1 300/1 500.
À série 1 000 acrescentou-se em 1963 um cupê com carroçeria de Bertone, remodelado em 1967 como cupê 1 200 S(82 cv DIN).
O Sim'4, modelo económico da série 1 000 destinado ao mercado interno, tinha propulsor de 777 cc. O 1 000 Special, exportado para vários países, recebeu o mesmo propulsor do 1 100 de tração dianteira.
A série completava-se com o Rally e o Rally 2, versões esportivas de 1 300 ce (60 e 82 cv DIN).
O 5 CV, da série 1 100 e destinado ao mercado interno, recebeu o mesmo motor de quatro cilindros do 1 000.Já o 1 100 Special e o 1 100 TI tiveram motores de 1 300 cc.
Os modelos 1 1 500 deram origem ao 1 301 e ao 1 501, de mecânica praticamente igual e carroçeria modificada (traseira mais longa).
Parte II
Reportagem Original: http://packard37.sites.uol.com.br/simcahistoria.htm
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