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Historia do Simca Chambord ( Parte II )

Em 1º de julho de 1970 a empresa passou a denominar-se Chrysler France. Pouco depois a fírma lançava no mercado francês os primeiros modelos com a marca Chrysler: o 160 (1 600 ce), o 180 (1 800 cc) e o 2 litros. Seus propulsores de quatro cilindros tinham comando de válvulas monoaxial no cabeçote e, apesar de não apresentarem desempenho excepcional, eram bastante robustos.
Confortáveis, seguros e de preço competitivo, os três primeiros modelos da Chrysler France em pouco tempo se impuseram no mercado europeu. Ainda em 1970 a Chrysler France absorveu outra fábrica automobilística francesa, a Matra.
Da unificação das atividades dessas duas empresas resultaram vários projetos de envergadura tanto na produção em série quanto na produção de carros de competição.
Por exemplo, as potentes Matra-Simea esporte de 3 litros venceram brilhantemente o Campeonato Mundial de Marcas por dois anos consecutivos (1973 e 1974).
Entre os veículos de série teve especial destaque um modelo bastante original, o Baghera de três lugares lado a lado, comercializado com a marca Matra-Simca pela rede de revendedores que a Simca havia formado.
Apenas com a marca Simca a Chrysler France lançou em 1975 os modelos 1 307 e 1 308, veículos médios cujo esquema de construção baseava-se no projeto do 1 100 (tração dianteira e motor transversal).
Ambos receberam, porém, novos tipos de carroçerias, bem mais amplas e de linhas mais modernas.
Ao lado dos modelos anteriores (o 1 301 e o 1 501), o 1 307 e o 1 308 completaram a vasta linha de modelos da Chrysler France no setor dos veículos com cilindradas de 1 000 a 1 200 cc. O 1 307, mais económico, recebeu o mesmo propulsor de 1 300 cc do 1 100 Special, e o 1 308, com carroçaria igual, teve motor quatro cilindros de quase 1 500 ce (165 km/h) e até versões com vidros de comando elétrico. SIMCA DO BRASIL - Fábrica brasileira de automóveis fundada a 5 de maio de 1958 em São Bernardo do Campo, município paulista.
Permaneceu em atividades até 1967, quando foi absorvida pela Chrysler Corporation International.
Em março de 1959 a empresa lançou o Chambord, carro derivado do modelo francês Vedette, mas que apresentava diversas modificações estilísticas e mecânicas. Suas linhas lembravam o estilo americano.
A carroçeria, muito resistente, era de aço com chassi integrado (solução semelhante à utilizada na estrutura monobloco). Com 4,75 m de comprimento, o carro tinha quatro portas que davam acesso a seis amplos lugares. Seu motor, um V-8 de 2 351 cc, desenvolvia 88 cv a 4 800 rpm. O câmbio tinha três marchas (só 2.1 e 3.1 sincronizadas), acionados por alavanca situada na coluna do volante.
Desenvolvendo a velocidade máxima de 135 km/h, com consumo médio de 8,5 km/l, o Chambord apresentava-se como o carro mais luxuoso do mercado brasileiro da época. O Chambord teve, entretanto, alguns problemas, como a tendência ao superaquecimento, embreagem fraca e falta de torque, especialmente em baixas rotações.
Em 1961, após o lançamento de uma versão especial, denominada Presidence, o carro sofreu várias transformações: recebeu um motor de 90 cv e, para maior aproveitamento da potência, houve redução das engrenagens do diferencial.
Os bancos foram remodelados de maneira a oferecer maior conforto e aumentar o espaço interno.
Novas laterais deram maior horizontalidade às linhas elegantes do carro.
Além disso, o aspecto luxuoso do carro era enfatizado pelos requintados comandos instalados no painel, como uma luz verde que indicava quando o tanque de gasolina encontrava-se na reserva (faixa de aproximadamente cinco litros), um odômetro parcial que podia retornar a zero e uma luz vermelha para indicar que o freio de mão estava acionado.
Um único interruptor-comutador de luzes, localizado na coluna do volante, comandava todas as luzes do carro, exceção feita aos faróis de neblina. Em meados de 1962 a Simca lançou uma versão esportiva do Chambord, denominada Rally.
Equipava o carro o mesmo V-8 dos demais modelos Simca, mas com cilindrada aumentada para 2 432 cc (a potência elevou-se para 100 cv a 4 800 rpm). Embora apresentasse um interior mais esportivo, externamente o carro sofrera apenas o acréscimo de duas entradas de ar no capô (para melhor ventilação) e alguns detalhes cromados.
No Salão do Automóvel, realizado em São Paulo em novembro de 1962, a empresa apresentou sua linha de veículos modificada e introduziu um novo modelo: a perua Jangada, derivada do Chambord e da perua francesa Marly.
A Simca anunciava a Jangada como a primeira perua de grandes dimensões do mercado brasileiro, numa faixa ainda inexplorada (existiam então apenas a Kombi e a Vemaguet).
Oferecia o mesmo desempenho e conforto do Chambord (por ser mais pesada, sua aceleração e velocidade eram menores: gastava 21 segundos para atingir os 100 km/h, partindo de zero).
Sua lotação normal era para seis passageiros, mas podia transportar mais dois, em condições relativamente precárias.
Para isso, levantava-se a tampa que cobria o estepe, e, após a retirada do pneu, havia espaço para dois banquinhos.
Os bancos traseiros podiam ser rebaixados, formando uma ampla plataforma de carga, onde cabiam 1 800 litros de bagagem.
Os demais Simca receberam a 1.1 marcha sincronizada e sofreram aumento de potência (Chambord, 95 cv; Presidence, 105 cv; Jangada, 98 cv).
Acompanhando a tendência das fábricas brasileiras, a Simca lançou, ainda em 1961, o Alvorada, modelo idêntico ao Chambord, mas despido de luxo e da maioria dos cromados.
Pretendia-se, com esse modelo, oferecer ao consumidor um carro de preço mais acessível e, assim, conquistar uma nova faixa do mercado.
A experiência, porém, não apresentou resultados satisfatórios (como, aliás, ocorreu com tentativas semelhantes realizadas por outras fábricas), e o modelo não permaneceu em linha durante muito tempo.
Em 1964 a empresa lançou a linha Tufão. Com ela, todos os seus veículos sofreram modificações mecânicas e estilísticas, embora mantivessem praticamente todas as características básicas dos Chambord.
Como alteração principal, o teto foi redesenhado em linhas retas, de maneira que a parte traseira tornou-se mais alta, oferecendo maior área para o envidraçamento.
O novo modelo que se caracterizava pela predominância de linhas retas, ganhou novas lanternas e novos frisos.
O espaço interior também sofreu modificações no sentido de apresentar maior conforto e luxo, transformando-se em ponto alto do conjunto os novos bancos.
As mudanças na parte mecânica permitiram que a empresa oferecesse os Tufão em duas versões de motor V-S: uma, de 2 414 ce, relação de compressão 8:1 e potência de 100 cv a 4 800 rpm; outra, de 2 550 cc, relação de compressão 8,5:1 e potência de 112 cv a 5 000 rpm.
Este último motor era equipado com dupla carburação (um carburador abria depois do outro, conforme a necessidade, durante a marcha) .
A linha Tufão contava, entre outros equipamentos, com avanço manual da ignição, localizado no painel (além do automático), que permitia melhor regulagem do motor para diferentes altitudes ou diferentes tipos de gasolina.
A Simca introduziu novos aperfeiçoamentos no Tufão em 1966 (Fotos).
A novidade mais significativa desse ano, porém, foi o lançamento de um novo motor que seria adotado para toda a linha: o Emi-Sul, um oito cilindros em V com válvulas na cabeça, câmaras de combustão hemisféricas, cilindrada de 2 410 ce e potência de 130 cv.
Seu ótimo rendimento permitia que os Simca atingissem 160,793 km/h de velocidade máxima.
A aceleração de O a 100 km/h passou a ocorrer em apenas 14,3 segundos.
Seguiu-se a apresentação, no final do ano, de uma nova carroçeria, totalmente modificada e de linhas modernizadas.
O novo estilo determinou o abandono da linha tradicional dos Simca, que a fábrica substituiu por dois novos modelos: o Esplanada e o Regente.
O primeiro, um modelo de luxo, possuía cromados e acabamentos diferentes dos utilizados no Regente (este, um modelo mais simples).
Em novembro de 1967 a Simca foi absorvida pela Chrysler, que continuou a produzir o Esplanada e o Regente até 1969.
Parte I
Reportagem Original: http://packard37.sites.uol.com.br/simcahistoria.htm
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